sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Soufflé da criançada

As minhas crianças gostam pouco de peixe. Não sei bem como, mas basta-lhes olhar e sabem logo se é fresco ou congelado, e se for desta última qualidade, NÃO QUEREM. Por isso, uma das minhas missões na vida, é descobrir maneiras de as enganar e conseguir que comam peixe congelado :)

Esta é uma receita que descobri no livro 1, 2, 3 uma colher de cada vez e modifiquei um bocadinho. Está para o peixe como as almôndegas estão para a carne. Tem uma enorme vantagem em relação ao soufflé tradicional - não 'morre' 30 segundos depois de se tirar do forno. Dá um bocadinho de trabalho, mas o resultado compensa, e pode-se guardar o resto para comer no dia seguinte.

Soufflé de peixe

  • 150 gr de pescada (eu uso sempre mimos de pescada do cabo)
  • 400 gr de batata
  • 1/2 copo de leite
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 2 ovos
  • 1 cebola
  • 1 dente de alho
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1 colher de sopa de coentros picados
  1. Cozer as batatas, escorrer e reduzir a puré. Juntar o leite e a manteiga e misturar bem. Juntar as 2 gemas. Temperar a gosto.
  2. Cozer a pescada e desfiar (eu pico na picadora). Reservar.
  3. Ligar o forno a 180º.
  4. Bater as claras em castelo bem firme e reservar.
  5. Refogar a cebola e alho picados no azeite até ficar transparente e juntar a pescada e coentros. Mexer uns minutos ao lume e retirar.
  6. Juntar o refogado ao puré e mexer bem, depois juntar as claras em castelo e envolver.
  7. Deitar o preparado num pirex untado com manteiga e levar ao forno durante meia hora, até estar tostadinho e firme.
  8. Na bimby: Bater as claras na máquina bem limpa e seca, e reservar. Cozer as batatas e pescada na varoma, enquanto se faz uma sopa, por exemplo (20 min, temp varoma). Deitar as batatas e leite e bater em puré bem homogéneo (vel 5 ou 6) e juntar a manteiga e gemas. Retirar e reservar. Refogar a cebola e alho com o azeite (primeiro picar (10 seg, vel 4) e depois 3 min, temp varoma, vel 1). Juntar a pescada e coentros e picar (vel 4 ou 5, uns segundos). Juntar o puré e bater uns segundos (vel 3). Retirar da máquina e envolver as claras.)
É bom quente ou frio. Fica óptimo com molho de tomate.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Salmão à l'orange

O salmão é um dos peixes preferidos cá de casa. Além de que tem tudo de bom que a comida pode ter, é muito versátil e há sempre um lombo congelado no nosso frigorífico, para um jantar rápido e muito, muito saboroso.

Costumo comprar uns lombos de salmão do Carrefour, que já vêm arranjados e embalados e que peço a Deus não desapareçam quando aquilo passar a Continente. Eu gosto mais de lombos (não têm espinhas), mas postas também servem. Nunca experimentei com filetes, mas imagino que tenha de se deixar menos tempo no forno.

Uma das receitas mais fáceis é esta, de salmão com laranja. Num instante está no forno e, pelo menos por cá, é sempre um êxito.

Esta receita é para 2 pessoas adultas. As 2 pessoas não-adultas deste lar não 'apreciam', o que é como quem diz, cospem :) Geralmente sobra um bocadinho, que serve para uma excelente massa com salmão e natas no dia seguinte.

Salmão com laranja

parece queimado, mas está só tostadinho... desvantagens de tirar fotografias com telemóveis...
  • 1 lombo de salmão
  • sumo de 1 laranja grande
  • 1/2 copo de vinho branco
  • sal e pimenta
  • 1 colher de sopa de azeite
  1. Descongelar o salmão e deixar à temperatura ambiente. Normalmente tiro do congelador e deixo a descongelar no frigorífico no dia anterior, mas não vem mal ao mundo se for descongelado no microondas.
  2. Ligar o forno a 180ºC.
  3. Passar o salmão por água e secar com uma toalha de papel e temperar com sal e pimenta.
  4. Colocar num pirex e deitar por cima o sumo de laranja, o vinho branco e o azeite.
  5. Demora mais ou menos 45 minutos, mas convém ir vigiando para o molho não desaparecer. Se reduzir muito, baixar a temperatura e acrescentar mais sumo ou água (1 ou 2 colheres de sopa de cada vez).
  6. Eu gosto de acompanhar com puré de batata e ervilhas com manteiga.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

frango com tomate mon chérie - a foto


Já consegui uma fotografia de jeito desta receita. Fica ou não fica com bom aspecto??

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Parabéns a você

No sábado, o meu amor fez anos. 34, a idade da razão :) Além do bilhete de época do Sporting (= a telenovelas/filmes/séries sem interrupção ao sábado à noite para mim ;)), ainda ganhou um bolo de anos, para a engorda.

Não consegui tirar uma fotografia de jeito do bolo. Ficou pronto de manhã, mas fomos a correr para a praia e quando o bolo voltou a sair do frigorífico, já havia muita gente à espera dele, de prato na mão. Só consegui fotografar uma fatia que sobrou e que foi a minha sobremesa ontem.

A receita é deste livro, que é uma espécie de manual de comida fantástica e bastante 'fazível', com receitas de criar água na boca, de uma deusa do lar que está no meu altar.

A Martha também tem esta receita no site, mas já experimentei e achei bastante mais complicada de fazer. Não ficou nada como a fotografia, sobrou imenso recheio e cobertura e não deu um bolo lindo como o da Nigella.

Este bolo é tão bom que comprei uma segunda forma para demorar menos tempo.

Boston Cream Pie


Antes da receita, fica a explicação: não é uma 'pie', é um bolo. Porque é que lhe chamaram tarte, ninguém sabe. Tem um recheio de creme de baunilha e cobertura de bolo de chocolate e é uma delícia. Esta receita em particular é bastante fácil de fazer e dá relativamente pouco trabalho. O bolo é um pão-de-ló com alguma densidade, multifuncional (pode ser recheado com o que se quiser). Vale a pena, porque o resultado é um aniversariante muito satisfeito :)
  • 225 gr de manteiga sem sal, amolecida
  • 225 gr de açúcar
  • 1 colher de sopa de extracto de baunilha
  • 4 ovos grandes
  • 200 gr de farinha para bolos (com fermento)
  • 25 gramas de farinha de milho (não é essencial, mas melhora mesmo muito o resultado. Se não se usar, tem de ser 225 gr de farinha de trigo)
  • 1 colher de sopa de fermento (no método 'liquificador', já vão perceber)
  • 3 ou 4 colheres de sopa de leite
  • 2 formas de bolo médias, sem buraco no meio, untadas com manteiga e farinha ou forradas com papel vegetal.
A Nigella diz que pode ser feito de duas maneiras: a muito rápida e a menos rápida. A rápida é só deitar tudo excepto o leite num liquidificador (ou na bimby, vel. 4/5- uns 20 seg.), incluindo o fermento. Depois vai-se deitando o leite colher a colher, sempre a bater, até ficar uma mistura suave. Sinceramente, não dá trabalho nenhum, mas o resultado não é tão fofo como da maneira menos rápida. Os bolos não crescem muito e às vezes ficam quase bolacha.

A maneira menos rápida é assim:
  1. Primeiro ligar o forno e aquecer a 180ºC.
  2. Bater a manteiga e o açúcar até ficar um creme, juntar a baunilha e depois os ovos, um de cada vez e com uma colher de farinha entre cada um. (na bimby, com a borboleta, primeiro 1 min ou 1.30, vel 4, depois vel 2 ou 3).
  3. Juntar o resto da farinha e farinha de milho e envolver (tiro da bimby porque a borboleta começa a prender). Não precisa do fermento. Só depois juntar o leite, uma colher de cada vez, e só até ficar mais macio.
  4. Deitar metade em cada forma e levar ao forno durante 25 minutos (ou cozer metade de cada vez). Ao fim de 2o minutos baixar um bocadinho a temperatura, para 170º ou 160º) e ir verificando se já dourado por fora e cozido por dentro com uma faca ou fósforo - se sair limpo, já está).
  5. Deixar arrefecer uns 10 minutos e depois desenformar.
Para o recheio (a receita de creme de pasteleiro da bimby também deve resultar muito bem, embora ache que a quantidade deve ser demais: 130 gr açúcar em pó, 2 ovos e 2 gemas, 2 colheres de sopa de açúcar baunilhado (ou 1 colher de chá de essência de baunilha, digo eu), 600 gr de leite e 30 gr de maizena, 6 min, 90º, vel 4)
  • 125 ml de leite
  • 125 ml de nata espessa (nata light é batota)
  • 1 colher de chá de extracto de baunilha (a receita do livro fala em vagens de baunilha a sério, mas quem é que tem tempo para isso? Se tiverem, junta-se a vagem ao leite quando aquece e depois deitam-se só as sementes - raspam-se com uma faca - antes de juntar os ovos)
  • 3 ovos grandes
  • 50 gr de açúcar
  • 15 gr de farinha (sem fermento)
  1. Aquecer o leite e as natas, até começar a ferver. Desligar o lume e deixar amornar um pouco.
  2. Numa tigela, bater os ovos e o açúcar até ficar um creme esbranquiçado e depois a farinha.
  3. Juntar o leite e natas aos ovos, pouco a pouco e batendo com uma vara de arames.
  4. Voltar a deitar tudo na panela e aquecer em lume brando, mexendo sempre, até que fique espesso. Demora um bocadinho, mas o lume tem mesmo de ser brando, senão fica cheio de grumos.
  5. Deitar numa tigela (pode ser a mesma) e cobrir com papel vegetal molhado em água. Parece uma mariquice, eu sei, mas se não for assim, quando arrefecer fica com uma capa nada simpática de creme seco.
  6. Deixar arrefecer fora do frigorífico.
Para a cobertura: (desta vez, fiz a receita da bimby e ficou excelente, espesso e suave: 2 ovos, 120 gr açúcar, 120 gr manteiga - 5 min, 70º, vel 4, mais 120 gr chocolate aos pedaços, 10 seg vel 6; mas aqui fica a receita original)
  • 150 ml de natas espessas
  • 1 colher de sopa de manteiga sem sal
  • 150 gr de chocolate preto (de cozinha) partido aos bocadinhos
  1. Aquecer tudo junto até o chocolate derreter.
  2. Retirar do lume e bater até conseguir uma mistura brilhante.
Quando já estiver tudo pronto, bolos arrefecidos, creme arrefecido e chocolate ainda quente, põe-se um bolo no prato, deita-se o creme por cima, põe-se o outro bolo por cima e deita-se o chocolate devagarinho por cima. E pronto. Parabéns a você. O meu resultado foi assim:


domingo, 5 de agosto de 2007

A arte de congelar (I)

Congelar é uma arte, acreditem ou não.

Há pequenos truques que facilitam muito a vida quando se congelam algumas coisas que se usam com frequência e que dá jeito ter à mão.

Por exemplo, salsa e coentros. Normalmente, ou se uma varanda com espaço para um vaso, ou se queremos salsa fresca, os supermercados obrigam-nos a comprar um molho inteiro de salsa, sujeito à regra da proporcionalidade inversa: quanto mais pequeno é o molho, mais caro é. O que é que se pode fazer à salsa que sobra? Se ficar num copinho com água, ao fim de dois dias está pronta para o lixo e, enfim, faz pena...

O que se faz é congelar a dita salsa. Lavada, muito bem escorrida, picada e metida dentro de um saco de plástico pequeno. E o truque é o seguinte: depois de o saco estar cheio, deve-se espalmar um bocadinho, de maneira a que a salsa fique numa camada mais ou menos fina e fechar com uma daquelas molas próprias para sacos. O que acontece é que assim, depois de congelada, é só tirar do congelador e tirar a quantidade que se quer, e não saem blocos de gelo com salsa lá dentro, nem é preciso atacar um bloco congelado com uma faca para conseguir tirar uma colher de sopa de salsa. Assim, fica congelada mas solta, é só deitar na panela. Quem diz salsa, diz coentros, naturalmente.


Há outro truque, mas é menos prático: depois de picar a salsa, deitar a dita em cuvetes de gelo, com um bocadinho de água e congelar. Quando for preciso, é só deitar um cubo para a panela :)

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

E o frango?

E agora?
Fiz o caldo, ficou muito bom, sim senhora, mas o que é que eu faço com UM FRANGO INTEIRO desfiado?

Um frango inteiro desfiado serve para muita coisa :)
Serve para pôr na canja, serve para fazer uma quiche de frango, salada de frango, massa com frango, arroz de frango, sandes de frango, e mais umas vinte coisas. Mas eu fiz uma receita que a minha avó fazia, e que eu sempre adorei: Frango Verde. É uma receita de Verão, porque se come frio, e é adaptada da receita de Coelho Verde, que também é muito bom.

Frango Verde

  • 1 frango desfiado (ou meio), em pedaços não muito pequenos
  • 1 cebola grande, picadinha
  • muita salsa, picadinha
  • vinagre
  • óleo (tipo Fula)
  • sal e pimenta
  1. Numa tigela grande ou pirex, juntar a cebola, a salsa, o vinagre (bastante vinagre, umas 5 colheres de sopa, pelo menos), o óleo (umas 3 colheres de sopa) o sal e a pimenta.
  2. Juntar o frango e envolver bem.
  3. Deixar repousar no frigorífico de um dia para o outro.
  4. Para ser ideal, come-se com batatas fritas :)

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Caldinho



O caldo de galinha caseiro é uma coisa fantástica, porque é fácil de fazer, fácil de conservar e dá um gostinho excelente à comida. Serve para fazer uma canja deliciosa, para juntar a qualquer base de sopa, para cozinhar frango, para o couscous, para arroz ou massa. Demora é tempo.

Há muitas receitas, com o objectivo de conseguir que o sabor e nutrientes de uma galinha e alguns legumes passem para a água. Pode ser feito com galinha fresca ou assada, e os legumes variam muito.

Eu normalmente uso uma galinha fresca, arranjada (sem miúdos), uma cebola grande, duas ou três cenouras, um alho francês, um nabo, um molhinho de salsa e uma folha de louro. Às vezes junto um bocadinho de molho de soja e um pedaço pequeno de gengibre fresco, só porque gosto daquele gostinho oriental :)

Depois cobre-se a galinha com bastante água, deixa-se ferver e baixa-se o lume para o mínimo e esperam-se umas 4 horas, mexendo de vez em quando.

No fim tira-se a galinha, que se desfia para usar noutras coisas, passa-se o líquido no coador (os vegetais normalmente vão para o lixo, mas podem-se juntar a uma sopa) e guarda-se no frigorífico. No dia seguinte retira-se a gordura que se acumulou em cima e deita-se em copinhos que se congelam, para usar quando se quiser.